Tudo de Ensaio: Jogador(a) em Foco - Rui Machado
Tudo de Ensaio: Jogador(a) em Foco - Rui Machado
2/12/2008
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Tudo de Ensaio: Jogador(a) em Foco - Rui Machado
2/12/2008
A rubrica desta semana do Tubo de Ensaio dedica-se a Rui Machado, jogador mais em foco nos últimos dias. Naquela que representou a última semana de torneios internacionais para qualquer jogador sénior luso (Pedro Sousa ainda tentou a qualificação para um future na República Dominicana, mas não conseguiu aceder ao quadro principal), Rui Machado atingiu as meias-finais do challenger de Cancun, resultado que lhe permitiu a ascensão ao nº 153 do ranking ATP.

Em termos pontuais, este foi o terceiro melhor resultado do algarvio na temporada de 2008, tendo conquistado 24 pontos. Apenas a 2ª ronda do USOpen (vindo da qualificação, tendo adquirido 50 pontos) e as meias-finais do challenger de Córdoba (valeu 40 pontos uma vez que se tratava de um torneio dotado de 106.500 euros em prémios monetários). Curiosamente Machado venceu 6 títulos de nível future mas apenas um deles se encontra na lista dos 5 melhores resultados do jogador luso (o troféu conquistado em Itália em Maio deste ano num torneio de 15.000$).
Tal informação revela que Machado possui ainda uma enorme margem de progressão na tabela ATP caso mantenha em 2009 os níveis tenísticos apresentados esta época.
O torneio desta semana em Cancun ainda chegou a ameaçar uma final 100% lusa. Tendo Frederico Gil e Rui Machado sido colocados em metades opostas do quadro principal e tendo ambos atingido os quartos de final da competição, ainda cheguei a pensar que fosse possível assistir a um embate entre os dois. Seria um jogo de enorme significado uma vez que provavelmente representaria o culminar de dois objectivos para estes jogadores portugueses. Gil poderia fechar uma temporada de ouro no top 100, algo que provavelmente teria conseguido não fosse uma inconveniente lesão no joelho esquerdo o ter obrigado a uma paragem de praticamente dois meses. Por outro lado, Machado teria garantido a entrada no top 150, objectivo mais recente de uma temporada na qual foi sujeito a constantes re-ajustamentos nos seus propósitos, dada a qualidade dos seus resultados.
Confesso que um encontro entre os dois é algo que me desperta uma enorme curiosidade. O desfecho do embate é à partida imprevisível e poderá cair para ambos os lados. O Nacional Absoluto foi uma desilusão nesse aspecto. Quando se ansiava por um embate entre os dois jogadores do CETO, Gil desiste previamente da competição devido à já referida lesão. Outra possibilidade seria o Masters-CIMA, a decorrer esta semana, mas também esta competição interna assiste à ausência do actual nº 1 português.
Mas porquê tanto interesse num duelo entre ambos?
(1) A época de ambos foi deveras positiva e poderia servir de barómetro para atribuir o "galardão" de jogador nacional do ano, algo que com os dados actuais pode não ser fácil;
(2) A competição saudável entre os dois pode ser o estímulo que ambos precisam para chegar ainda mais longe, facto acentuado pela partilha de equipa técnica;
(3) O embate entre dois estilos bem contrastantes: Machado com muita garra e muito expressivo, Gil mais sereno e tranquilo.
No confronto directo entre ambos, Gil lidera por 2-0, os dois encontros disputados em futures algarvios, um na temporada de 2005 e outro na temporada de 2006. Já na altura os encontros foram bem disputados. Esta rivalidade poderá recordar os duelos Nuno Marques vs João Cunha e Silva. Nos três encontros internacionais disputados entre estes dois, Marques levou sempre a melhor, um deles no famoso encontro da 1ª ronda do Open da Austrália em 1991, no qual o portuense venceu o encontro ao cabo de 5 partidas.
Nações no top 100 do ranking ATP
Curiosamente, poucas semanas após a rubrica do Tubo de Ensaio ter estabelecido uma comparação entre as realidades tenísticas espanhola e portuguesa, tendo como base valores dos rankings internacionais masculinos e femininos, o site ATP efectuou igualmente uma análise ao top 100 mundial e ao conjunto de nações representadas nessa elite do ténis mundial.
O país mais representado é França, com 14 jogadores inseridos nos 100 melhores do mundo. Este é o terceiro ano consecutivo em que tal sucede, o que demonstra a qualidade da formação do ténis francês. Este continua sem apresentar um nome dominante como outras nações mais modestas a nível global. Tsonga e Simon são os jogadores do momento e Gasquet teima em confirmar aquilo que se espera dele.
Espanha possui o mesmo número de jogadores no top 100 (14) com o estímulo de ter o actual nº 1 mundial, Rafael Nadal. Portugal tem por isso um país vizinho muito forte e que em muito dificulta uma comparação. Outros países representados são a Argentina (9), os Estados Unidos (8), a Alemanha e a Rússia (7), Croácia (5), República Checa e Itália (4), Bélgica e Sérvia (3). O máximo que Portugal poderá apresentar será 3 jogadores no top 100 (Gil, Machado e Elias) e só mesmo num cenário altamente favorável.
Masters-CIMA
Durante esta semana vai desenrolar-se o Masters-CIMA, desta feita reduzido a apenas 6 representantes masculinos e 6 femininos. A redução é também transmissível ao cheque final e em geral à importância de um evento, longe dos seus tempos mais áureos.
Autor: Vítor Espírito Santo
Lusotenis.com





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